30/11/07

FRIO

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Ontem tive tanto frio, toda a manhã sentada numa gélida sala cinzenta, que me veio à memória uma certa manhã quente de Verão. Desejei estar sentada na cadeira em frente a esta.
Cheia de Sol.
Rosa forte, branco e azul turquesa.

Fotografia - Ierapetra.TINTA AZUL. Agosto 2007.

TEATRO DO MONTEMURO - ESTREIA "O AMOR"

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Vale a pena conhecer esta Companhia de Teatro e perceber como a sua existência fez com que uma aldeia da Serra de Montemuro - Campo Benfeito - não seja mais uma aldeia quase deserta...

29/11/07

[LI]CORES

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[li] cores
de amores de frutos
silvestres.


Imagem - desenho digital. TINTA AZUL.Começado no Verão, acabado no Outono,2007.

28/11/07

RUGAS

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Seriam tão belas, sem as marcas do tempo?

Fotografia - Rochas. Montedor. TINTA AZUL. Setembro 2007.

DO RIO DE JANEIRO

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Gostei muito do CD. Foi uma agradável descoberta, que me encantou.
E o colar, é mesmo, a minha cara! Eu que gosto tanto de pensar com meus botões! Nossa...
Aos meus queridos Primos Cariocas D e A, que têm uma imensa sensibilidade e sabem do que gosto, um abraço bem apertado, com saudadjiiii.

GEOMETRIAS NATURAIS 2

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Triângulo dourado

Sombra reflectida.
Água. Vida.


Imagem - TINTA AZUL. Detalhe de fotografia de 25.08.07



27/11/07

DE LISBOA. COM AMOR. COM MUITA LUZ.

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De Lisboa, com um sorriso com muita luz.

Fotografias - Lisboa.Rossio. [Quando souber quem é o autor das obras direi].TINTA AZUL. 27.11.07

26/11/07

LABIRINTOS AZUIS

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Às vezes perco-me em labirintos de azul escuro.
Talvez, tantas quantas me encontro num azul mais claro.

Imagem - Fotografia manipulada. Abelha em agulhas de pinheiro bravo.TINTA AZUL. 11.11.07

NO OUTONO VERÃO PÉS E MÃO

PORQUE

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Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não

Sophia de Mello Breyner

Imagem - Anoitecer. Caminha, TINTA AZUL, Setembro 2007.

25/11/07

PLÁTANO.OUTRO OLHAR.

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Um plátano imaginado, a partir de um fotografado.

Imagem - TINTA AZUL. Novembro.2007

PERTO DE CASA 2

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Hoje apreciei a manhã.Ontem o entardecer.Saí do metro, caminhei lado a lado com as cores do crepúsculo e do Outono. Acenderam-se os candeeiros. Cheguei a casa.

Fotografias - Maia. TINTA AZUL.24.11.07

CASA DA MÚSICA. INTERIOR.EXTERIOR.

DESENHOS, PINTURAS, COLAGENS, DIGITALIZAÇÕES, ...

PERTO DE CASA

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Soube-me bem a manhã. Um dia muito azul, cheio de luz. Café numa esplanada, sobre um pequeno curso de água. Árvores no horizonte próximo. Por companhia, pessoas com quem gosto de conversar.
Pelo caminho as cores do Outono. O prazer de sentir prazer em olhar.

Fotografias - 1. Parque Central. 2. Forum. 3. N Rumo. Maia. TINTA AZUL . Novembro 2007.

24/11/07

O MAR

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O MAR

Ondas que descansam no seu gesto nupcial
abrem-se caem
amorosamente sobre os próprios lábios
e a areia
ancas verdes violetas na violência viva
rumor do ilimite na gravidez da água
sussurros gritos minerais inércia magnífica
volúpia de agonia movimentos de amor
morte em cada onda sublevação inaugural
abre-se o corpo que ama na consciência nua
e o corpo é o instante nunca mais e sempre
ó seios e nuvens que na areia se despenham
ó vento anterior ao vento ó cabeças espumosas
ó silêncio sobre o estrépito de amorosas explosões
ó eternidade do mar ensimesmado unânime
em amor e desamor de anónimos amplexos
múltiplo e uno nas suas baixelas cintilantes
ó mar ó presença ondulada do infinito
ó retorno incessante da paixão frigidíssima
ó violenta indolência sempre longínqua sempre ausente
ó catedral profunda que desmoronando-se permanece!

António Ramos Rosa
Facilidade do Ar

Porque este fim-de-semana não fui, nem vou, ver o meu mar. E tenho saudades.


Imagem - O Mar. Desenho digital. 24.11.07

QUINTA DE FAFIDE RESERVA DOURO 2004

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Feito a partir de uvas provenientes da Quinta de Fafide em que o encepamento é composto por: Tinta Roriz (30%), Touriga Franca (30%), Tinta barroca (20%) e Touriga Nacional (20%), este vinho, revela um aroma elegante de grande intensidade, onde dominam a compota de frutos vermelhos e a ameixa, em perfeito equilíbrio com as nuances de baunilha e couro provenientes do estágio em meias pipas novas de carvalho americano. Na boca mostra taninos de exelentes qualidades e um final longo e persistente. Vinho natural sujeito a criar depósito com a idade, servir com cuidado.

Gostei muito deste vinho que tornou excelente o meu jantar de hoje.
Há [pequenas] coisas fantásticas, não há? Até o rótulo é bonito.

Imagem - parte de fotografia da garrafa aberta hoje.tinta azul

23/11/07

ROTAÇÃO

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ROTAÇÃO

a esfera
em torno de si mesma
me ensina a espera
a espera me ensina
a esperança
a esperança me ensina
uma nova espera a nova
espera me ensina
de novo a esperança
na esfera

a esfera
em torno de si mesma
me ensina a espera
a espera me ensina
a esperança
a esperança me ensina
uma nova espera a nova
espera me ensina
uma nova esperança
na esfera

a esfera
em torno de si mesma
me ensina a espera
a espera me ensina
a esperança
a esperança me ensina
uma nova espera a nova
espera me ensina
uma nova esperança
na esfera

Cassiano Ricardo
[1895-1974]


Imagem - Esfera. Desenho digital.Tinta Azul.2007