06/02/08

LIBERDADE INCONDICIONAL

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Matei os tempos mortos. Não fui para a prisão.
Saí em liberdade incondicional para tempos vivos, com direito a usufruto de cor mesmo nos dias cinzentos.

Imagem - 2 Fotografias justapostas. TINTA AZUL Maia. 3.02.08 e 6.02.08

CINZACIDADE

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Imagens - Fotografias. TINTA AZUL. Maia. 5.02.08

05/02/08

SIM ZEN TOO

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O dia estava tão cinzento. Mas eu, também, não.

Imagens - Fotografias. Montemuro e Marão.TINTA AZUL.5.02.08

L DE LUZ

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Éles de luz.

Imagem - Fotografia. Maia. TINTA AZUL.4.02.08

04/02/08

NOCTURNO

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Com subtileza, fogem dos dias
cor de cinza, frios, taciturnos.
Delicadas, luminosas, esguias
Em suaves bailados nocturnos
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Imagem - Fotografia. TINTA AZUL.31.01.08

MÁSCARA.

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Ao Carnaval tens fobia?
Mas, cara
tu usas máscara
no dia-a-dia!


Imagem - Fotografia. Exposição de Máscaras de Carnaval. DRE. TINTA AZUL.Porto. 1.02.08.

03/02/08

AS LOUCURAS DE BROOKLYN. PAUL AUSTER.

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Anteontem lembrei-me de Paul Auster a propósito da sua História da Minha Máquina de Escrever, por me ter lembrado da Ainda curta mas já história da minha pequena máquina de fotografar.
Hoje lembrei-me, apenas porque me lembrei, de procurar duas personalidades relevantes que fizessem anos no mesmo dia que eu. Descubro que Paul Auster também nasceu a 3 de Fevereiro. Achei graça à coincidência. Ficou logo escolhido.
A 2ª escolha foi Alvar Aalto pelo seu inequívoco destaque na arquitectura e no design, áreas que muito aprecio.
Paul Auster, pelo anteriormente dito e porque é, sem dúvida, uma referência na literatura. Por isso, recomendo o útimo livro que li, da sua autoria, As Loucuras de Brooklyn. Um enorme prazer a sua leitura. Quando acabei senti uma espécie de tristeza. Tive que me despedir das personagens a quem me fui afeiçoando, porque a cada página me embrenhei mais e mais naquele quotidiano tão magica e sabiamente contado. Um romance extraordinário.

Para conhecer Paul Auster .

Imagem - Digitalização. Capa de As Loucuras de Brooklyn. Paul Auster. Edições ASA. 2006

ALVAR AALTO

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Alvar Aalto nasceu a 3 de Fevereiro de 1898.

Para ler os textos clicar nas respectivas imagens.

Imagens - Digitalização pp 8-10. Design do Século XX. Charlotte & Peter Fiell. Taschen.

03.02.63

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[...] O tempo em ti - por tua vontade - fez de ti alguém com a rara capacidade de fazer sobressair nos que te estão próximo aquilo que eles têm de melhor. [...]

O dia mal começou e já tive os dois melhores presentes que podia ter. Hoje. Dia 3 de Fevereiro.
16.436 dias.

Imagem - Fotografia com aplicação de filtro. Montedor. TINTA AZUL.26.01.08

02/02/08

MANHÃ DE SOL INTENSO

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Depois do café tomado,
um desvio, no caminho de casa,
leva-me ao supermercado.
e à minha nikon
E as rotinas tão rotinadas
ganham-me outro sentido
se assim registadas.
graças à minha nikon
E o trivial, prosaico e comezinho
Fica um bocadinho...
mais original.


Imagem - Fotografias. Maia. TINTA AZUL.2.02.08

MANHÃ DE AZUL INTENSO

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Descansada, a pé.
A caminho da esplanada, para tomar café.

Imagens - Fotografias. Detalhes. Maia. TINTA AZUL.2.02.08

COOL IS EU

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Cool is
eu contigo.
Janeiro vinte e cinco. Mês e dia.
Vinte e uma e trinta. Hora. Minutos.
Muita gente, ainda, lá fora.
Todas as idades. Muitos putos.
Ímpar a tribuna. Treze e quinze. O par. Dois a fila.
Três. A contar
com o lugar, sem número, na plateia. Tudo em pé. Cheia.
Emir Kusturica, No Smoking Orchestra.
Que genica!
Cool is eu. Muitos. Em grande festa.

Imagem - Fotografia. Coliseu. Porto.TINTA AZUL. 25.01.08

COLISEU DO PORTO

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Projectado pelo arquitecto Cassiano Branco foi inaugurado em 1941. Após o incêndio de 1996, do qual se salvou, apesar do grande susto, foi preciso fazê-lo renascer das cinzas. Nessa altura a opção tomada, nas obras de restauração, foi devolver-lhe, na medida do possível, a sua originalidade, nomeadamente as cores. Já antes tinha sido salvo da Igreja Universal do Reino de Deus, pela acção de um grupo de cidadãos do Porto - Os Amigos do Coliseu. Salvo seja! Mas foi mesmo salvo. Se assim não tivesse sido estaríamos privados de o admirar em toda a sua originalidade. Bem o merece, porque, de facto, é um edifício lindíssimo. Exterior e Interior.
Nas imagens alguns pormenores da sua extraordinária abóbada. Ao que parece, Pat Metheny, é o único músico que sabe mexer nela para potenciar/adequar a acústica.
Para saber mais, porque vale a pena, clicar aqui.

Imagens - Fotografias. Coliseu do Porto.TINTA AZUL. 25.01.08

01/02/08

A HISTÓRIA DA MINHA MÁQUINA DE ESCREVER

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Lembrei-me desta história de Paul Auster, sobre a sua relação com a sua máquina de escrever, Olympia, a propósito da minha pequena, simples, baratinha e inseparável máquina fotográfica, [Nikon coolpix L3., 5.1 Megapixels. 3 x zoom. Face-priority AF]. De como é importante para mim. De como, também, me afeiçoei a ela e se tornou minha inseparável companheira.
Sam Messer é o autor dos fabulosos desenhos e pinturas que ilustram esta história de cumplicidade e afecto entre o escritor e a sua velha máquina de escrever. Sam Messer consegue converter um objecto inanimado num ser com personalidade, com uma presença no mundo, escreve Paul Auster.
Embora me pareça que Paul Auster fez mal estar tanto tempo sem usar computador, [mas isso é outro assunto] é uma bonita história que as pinturas de Messer tornaram num belíssimo livro.

Imagens - Digitalizações. Capa, pág 13, pág. 57, da História da Minha Máquina de Escrever. Paul Auster. Ilustrações. Sam Messer. ASA Editores, 2006.

NUM CLIQUE

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Na volta. As ruas da cidade e as vias entre as cidades mergulhadas na noite. Carros e mais carros, autocarros, motos, motorizadas, bicicletas. Gente que vai. Gente que vem. Gente que não vai nem vem. Luzes. Cores. Um vai-vém. Candeeiros. Faróis. Da frente. Das traseiras. Pisca-piscas. Reclamos luminosos. Intermitências. A máquina à mão de semear. Flashes. Achei graça aos primeiros frutos. Verdes. Vermelhos. Continuei. A mão a desenhar círculos, ondas, espirais... com a máquina. Clique. Sherraque. Clique. Sherraque. Tantos. Já chegámos? Que rapidez... e tanto trânsito!

Imagens - Fotografias. Porto-Maia. 31.01.08

GREVE DOS MAQUINISTAS

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Na ida. Um canto. Encontro de carruagens em articulação. Uma carruagem atrelada a outra que segue à frente levando-a atrás. Uma cadeira confortável vaga e eu em pé. O painel de comandos sem comandante. Comandei, por isso, o meu olhar para ali. Botões e mais botões às cores. Manípulos. Intercomunicador. Écran. Velocímetro: entre o e 70 km/h.
Nunca tinha viajado neste cantinho. Por causa da greve dos maquinistas, não arranjei lugar sentada, como normalmente acontece. Pude ver coisas que nunca tinha visto. Sem muita importância é certo, mas que minimizaram o grande desconforto que é para mim viajar em pé. Não dei pelo tempo passar. A viagem foi bem mais curta, embora tivesse demorado um pouco mais que o costume.

Imagem - Fotografias. Metro. PQM-HRM.TINTA AZUL. 31.01.08

D'ENTE POUCO QUERIDO

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Que alívio quando a broca foi silenciada. Várias anestesias e a dor teimava. Há quanto tempo não sentia uma dor física tão insuportável.
Quem me fez passar uma tarde assim, foi, sem dúvida, um [d]ente pouco querido.
Que será desvitalizado! Para voltar a ser querido.


Imagem - Fotografia. Consultório RP.TINTA AZUL.1.02.08

BOA NOITE

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Um a noite ser de Verão. [A]gosto. 13º dia.
Uma noite de Inverno. Fevereiro. 1º dia.
Porque os sonhos não têm estação.
Nem estacionam nos dias.

Boa noite.


Imagem - Fotografia. Creta. TINTA AZUL.13.08.07