04/05/07

3 E 4 DE MAIO

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O dia seguinte iria ser de muito trabalho. Teria que correr bem. Era muito importante que corresse bem. Mas ainda não estavámos no dia seguinte, estavávamos no anterior. Em Braga. Uma Residencial muito familiar e acolhedora. Da janela do quarto viam-se, em frente, dois prédios revestidos de azulejo, um verde e outro rosa. Ficam bem um ao lado do outro.
Depois, um fim de tarde ameno, soalheiro, passeio pelas ruas com um grupo de trabalho ao qual se gosta de pertencer, mais um amigo que se junta a nós, agora já sentados na esplanada.
Entretanto, tinha havido [via telefone] uma manifestação de amizade e de reconhecimento, por algo que fizemos e já nem nos lembrávamos, que nos emociona, porque, afinal, apenas cumprimos bem o nosso dever e fica muito mais do que isso para os outros.
Da esplanada para o restaurante para jantarmos. A meio do caminho o céu azul, cinza e rosa e as árvores nele recortadas.
O restaurante que procurámos em primeiro lugar, por sugestão do meu amigo, estava cheio. Fomos à 2ª hipótese, o Anjo Verde, comida vegetariana deliciosa. Jantámos muito bem, saímos que nem anjinhos papudos. Tínhamos que passear. Andámos durante mais de uma hora pelas ruas, bastante animadas com os estudantes da UM.
Chegou o dia de hoje. O trabalho correu bem. Fizemos o que tínhamos para fazer.
Reencontrei pessoas de quem gosto e já não via há algum tempo. Pessoas com quem aprendi muitas coisas! Estive com outras que vejo regularmente e das quais também gosto. Outras, ainda, que não conhecia tão bem e que se revelaram muito positivamente.
Se o dia de hoje correu tão bem, talvez se deva também à tarde do dia de ontem. Tranquilo, despreocupado, cheio de boa disposição entre pessoas que gostam umas das outras. Obrigada por ontem, à Maria, à Teresa, à Manela, ao João, e também ao Fernando e ao Cláudio, que não cheguei a ver, mas que foi de uma gentileza extraordinária. Por hoje, bem hajas Rosa que me surpreendeste tão agradavelmente.
É tão bom saber que há pessoas que gostam de nós, que fazem coisas por nós, e de quem nós também gostamos. Nestes momentos, esquecemos os e as sacanas que nos aparecem pela vida fora. Ficam reduzidos a uma insignificância que já nem nos afecta.

Fotografia - Tinta Azul. Maio 2007.

2 comentários:

GP disse...

Realmente tinhas razão. Colocaste aqui tanta coisa que nem cheguei a este texto. Bem sabes que agora tudo o que vejo e faço é a correr.
O meu problema não era o ontem nem o hoje. Era mesmo a anteontem. Eatava com o coração pequenininho com medo que os "sacanas" pudessem estragar o trabalho em que tu estavas tão empenhada e que afinal correu lindamente.
Recordemos os que gostam de nós e "reduzamos à sua insignificância" os outros.
Beijo

Teresa disse...

Foi bom sim. O fim de tarde e o anoitecer da véspera. Os risos e as conversas.
O chá..... Hummmmm Delicioso.
Por isso o dia x tinha de correr bem. Apesar de tudo ainda estar um pouco verde...
Mas sei que vamos amadurecer juntos e que muitas flores ainda vão desbrochar!
Beijos. Sempre.