28/03/08

A CHAVE

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Primeiro, contaram-me que todas as cores do arco-íris e dezenas dos seus tons foram açambarcados duma loja, que pelos vistos existe há muito muito tempo, mas que este ano abriu temporã ao público. Cores de muitas coisas. De portas e janelas. De castelos antigos. De barcos e casas. De praças e ruas. Cores da terra, do céu, do mar, rios e lagos. Muitas cores. Muitos tons. Dos mais suaves aos mais intensos. Depois, sussurraram-me ao ouvido o que eu já desconfiava. Que as cores fazem muita falta às pessoas. Que é preciso encontrar rapidamente a chave da porta da casa onde foram guardadas. Tanto mais que a cortina aguarda, ansiosa, o sopro suave do vento para dar início ao bailado. Isto ninguém mo disse. Bastou-me olhar para ela.


Imagem - Fotografia. TINTA AZUL.28.03.08

3 comentários:

um Ar de disse...

Esta imagem lembra transcendência!... e magia...

E a sua chave não é para todos [como diria Platão...:)].

No entanto, parece fácil, quando és tu que falas dela e das portas que pode abrir...

[BEIJO]

GP disse...

O sopro do vento veio para se iniciar o bailado?

beijinho

Anónimo disse...

Não há nada como o vento.

"pergunto ao vento que passa..."


vadia